domingo, 21 de outubro de 2018

ISAÍAS TOMA POSSE NA ACADEMIA

Na noite de 19 de outubro, a  Academia de Letras do Noroeste de Minas promoveu a posse de Isaías Nery Ferreira na Cadeira  27, que tem como Patrono Monteiro Lobato. Esta Cadeira foi antes ocupada pela escritora Leila Bijos, que atualmente desenvolve trabalho na Áustria.

Estiveram presentes ao evento, além de familiares e amigos de Isaías, os acadêmicos Helen Ulhoa Pimentel, Coraci da Silva Neiva Batista, Benedita Costa, Maria Teresa Cambronio, Eleusa Spagnuolo Souza, Marcos Spagnuolo Souza e Márcio José dos Santos.

O Cerimonial do evento foi conduzido por Eleusa Spagnuolo de Souza, que compôs a Mesa e leu uma pequena biografia do recipiendário, ressaltando os seus títulos acadêmicos e atuações como professor 

Para fazer a leitura do Cerimonial, clique AQUI.

Parte do público presente à solenidade, destacando-se em primeiro plano a enfermeira Evanir, colega de muitos anos de Isaías, na saúde pública de Paracatu.

Na mesa estavam presentes, além de representantes da Casa e de Isaías, a Superintendente Regional de Ensino Núbia André. Após a execução do Hino a Paracatu, deu-se início aos pronunciamentos, primeiramente pela voz de Helen Ulhoa Pimentel, Presidente da ALNM. Acesse o seu discurso clicando AQUI.

Adicionar legenda

Em seguida, o acadêmico Márcio José dos Santos fez a saudação a Isaías, em nome da Academia. Sua saudação mostrou aos presentes que a vida de Isaías "como cidadão, enfermeiro e professor tem o mérito que lhe granjeia as admirações e as considerações que norteiam o merecimento de ocupar a Cadeira 27, patroneada por Monteiro Lobato".

Para acessar a Saudação a Isaías, clique AQUI.
Isaías discursa perante aos acadêmicos e convidados.
Em seu discurso de posse, Isaías agradeceu às pessoas que o apoiaram em seu ingresso na Academia e homenageou a ocupante anterior da Cadeira 27 e o Patrono Monteiro Lobato, de quem fez uma acurada biografia. Concluiu dizendo que "Lobato, como qualquer um de nós, era homem do seu tempo e com suas singularidades, ambivalências e contradições, vivendo em uma sociedade saída da escravidão e eivada de preconceitos conforme analisou Gilberto Freire.

Para ler o discurso de Isaías, clique AQUI.

A Presidente de Honra da ALNM faz a entrega do diploma de membro da Academia a Isaías Nery Ferreira.

Ao final, o filho de Isaías, médico recém-formado Iuri, leu uma carta de sua irmã Iasmim, que não pode comparecer à cerimônia. Encerrando-se o evento, os presentes ali permaneceram para os abraços e um coquetel de congraçamento.

Isaías ao lado de sua esposa Iris Leda e seu filho Iuri.


quinta-feira, 11 de outubro de 2018

POSSE DE ELEUSA SPAGNUOLO SOUZA

Em cerimônia carregada de emoções, na noite de 28 de setembro de 2018, Eleusa Spagnuolo Souza tomou posse da Cadeira 26 da Academia de Letras do Noroeste de Minas. Na ocasião, Eleusa discursou em homenagem ao Patrono da Cadeira 26, o escritor Mário Palmério, cujo ocupante anterior foi Marciano Borges de Melo.
O cerimonial foi conduzido por Tarzan Leão, tendo ao lado Marcos e Eleusa Spagnuolo. Do centro para a direita estão Helen Pimentel e Benedita Costa, respectivamente presidente e secretária da Academia, e Núbia André, Superintendente Regional de Ensino.
Antes de seu discurso de posse, Eleusa foi saudada por Marcos Spagnuolo Souza, seu esposo, membro da ALNM, que ressaltou o caráter meritório da homenageada, afirmando que "Cada degrau conquistado foi alicerçado na sua própria capacidade".

Para ler o discurso de saudação de Marcos Spagnuolo, clique AQUI.

No discurso de homenagem a Mário Palmério, Eleusa traçou sua biografia, desde o nascimento em Monte Carmelo até o seu falecimento em Uberaba, onde transcorreu grande parte de sua vida. Suas qualidade como escritor são bem conhecidas, mas poucos sabem de sua dedicação à educação, como professor e criador de escolas, e raros são aqueles que sabem de suas produções musicais. Segundo Eleusa, "Mário Palmério ao longo de sua vida escreveu livros, construiu uma grande universidade de excelente qualidade até os dias de hoje e criou o magnífico hospital de referência nacional. Suas canções românticas refletem sua personalidade de boêmio e acima de tudo um exemplo de dedicação e trabalho".
Eleusa durante o seu discurso de posse na Acdemia.
Leia o discurso de Eleusa em homenagem a Mário Palmério, clicando AQUI.



terça-feira, 18 de setembro de 2018

CENTENÁRIO DE MARIA TORRES GONÇALVES

Maria Torres Gonçalves é a principal historiadora de Unaí, onde nasceu em 1917, quando ali se chamava distrito de Rio Preto. Formou-se normalista em Paracatu e exerceu o magistério em sua cidade natal, deixando um precioso legado educacional. Foi sócia fundadora da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, onde ocupou a Cadeira 3, patroneada por Agenor Torres.

Como parte das comemorações do seu centenário de nascimento, foi reeditado seu principal livro - Saga: Hunay de Hontem e Unaí de Hoje - e lançado um livro biográfico de história infantil - Maria das Torres, escrito por sua filha, também sócia fundadora da ALNM, Maria José Gonçalves Santos (Zequinha), resultado de um trabalho desenvolvido com crianças e adolescentes de escolas públicas de Unaí, coordenado pela contadora de histórias Cleusa F. de Oliveira.

Aprecie, caro leitor, o livro Maria das Torres. Clique AQUI.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

NOITE DE AUTÓGRAFOS DE CORACI


Cheguei cedo à Academia de Letras para me colocar à disposição caso houvesse alguma necessidade de ajuda, mas as “meninas”, como são carinhosamente chamadas as secretárias Lucilaine e Keli, já tinham tomado todas as providências para que a noite de autógrafos de Coraci da Silva Neiva Batista transcorresse no ambiente organizado e agradável a que já nos acostumamos. Noite de 15 de junho, os primeiros convidados estavam chegando e, junto com eles, Coraci apareceu de mansinho, lindamente vestida e rosto radiante, para lançar Reminiscências, seu terceiro livro.

Parte do público presente à Noite de Autógrafos de Coraci Neiva Batista
Florival Ferreira, com sua habitual verve, guiou a cerimônia, lembrando que “Coraci é uma menina danada e espevitada! Já passou dos oitenta, mas, danada como ela só, engata marcha mais leve, abre marotos, joviais e coloridos sorrisos ao ultrapassar barreiras de convenção e tempo e seguir adiante, sempre para frente, sempre para frente”.

O acadêmico Florival convida os participantes para o acompanhamento do Hino à Paracatu, tendo ao lado a enfermeira Margarida Brant, Helen Pimentel, Coraci Neiva Batista, Núbia André (Superintendente de Ensino) e Benedita Costa.
A Academia tinha preparado uma surpresa, mas alguém desavisado soprara no ouvido de Coraci que o Coral Stela Maris faria uma apresentação musical. Estragou-se apenas a surpresa, mas não o encantamento com a maravilhosa performance do coral, que cantou com emoção músicas que nos seduzem a alma. Esse “toque de magia” ficou estampado no semblante alegre de todos nós!

Apresentação do Coral Stela Maris.
Falando em nome da Academia de Letras, a presidente Helen Pimentel expressou sua admiração por Coraci, dizendo que ela e as mulheres retratadas no seu livro “construíram suas histórias e as de suas famílias com firmeza e destemor, trilhando caminhos próprios, construindo trajetórias reconhecidamente importantes”.

A Presidente da Academia de Letras durante seu pronunciamento.
Para ver a saudação de Helen a Coraci, clique AQUI.

A saudação feita a Coraci pela acadêmica Maria José Gonçalves – Zequinha foi em tom muito caloroso, dada à longa amizade e convivência, quando dirigiram a Academia: “Minha querida Cora, você é a companheira de todas as horas, a artista arteira com olhos de menina esperta e engraçada...”. Zequinha acabara de perder um irmão, mas o luto não a impediu de reafirmar o seu apreço em momento tão festivo da sua amiga.

Zequinha saudou sua amiga Coraci com um emocionante discurso.
Para ver a saudação de Zequinha a Coraci, clique AQUI.

Em seu agradecimento ao público, Coraci destacou os bons sentimentos e a importância dos registros da memória de uma cidade em acelerada transformação, para que o amor preserve aquilo que tem valor em nossas vidas.
Com improvisação bem humorada, a professora e atriz Ruth Brochado trouxe para o público um pequeno trecho do livro Reminiscências, de Coraci Neiva Batista.
A Superintendente de Ensino Núbia André evocou os anos em que foi aluna de Coraci, destacando o seu papel de educadora.
Da direita para a esquerda, os filhos de Coraci: Julieta, Josino, Giovani e Márcio.
A velha casa da Rua do Ávila, doada pela poeta paracatuense Zenóbia Vilela Loureiro para ser sede da Academia de Letras, mais uma vez rejubilou-se com o burburinho alegre de uma noite festiva, os abraços trocados por amigos que não se viam, os causos jocosos desta Paracatu que teima em preservar suas Reminiscências, contados à boca pequena mas solenizados em ruidosas gargalhadas, alguns imortalizados nos relatos de Coraci, Enfim, uma noite memorável!



sábado, 16 de junho de 2018

SAUDAÇÃO DE HELEN A CORACI

Helen Ulhoa Pimentel

Boa noite a todos, sejam muito bem-vindos à Academia de Letras do Noroeste de Minas nessa memorável noite. Agradeço a presença dos convidados, do Coral Stela Maria que tão gentilmente veio prestar essa linda homenagem à nossa querida D. Coraci, dos acadêmicos aqui presentes. Agradeço também aos que enviaram suas mensagens e, muito especialmente aos familiares dela, sempre prontos a apoiá-la em tudo. Peço desculpas por estarmos passando por uma reforma de emergência e a casa não estar bonita como deveria.

Nossa presidente de honra lança hoje mais um livro, destinado a deliciar os leitores com seu estilo leve e sua sempre presente jovialidade. Para d. Coraci os anos não se passaram com o peso que normalmente os acompanha. A vida para ela não perdeu o brilho e a intensidade. As emoções não foram caladas em seu peito. A ânsia por participar e contribuir não perdeu sua força. O amor por Paracatu, pelas letras, pelas artes, enfim, pela cultura não se arrefeceu. Essa sempre jovial mulher nos brinda com mais um livro e não para de nos deliciar com suas pinturas tão expressivas e bonitas.

Ler as Reminiscências escritas por Coraci da Silva Neiva Batista nos faz acompanhar a vida de uma mulher muito ativa e produtiva. Com uma escrita atraente ela nos apresenta a vida da cidade de Paracatu, da família mineira, da Academia de Letras que ela dirigiu durante 20 anos, do Estado de Minas e do Brasil, além de mostrar a intensidade com que viveu seus mais de 80 anos. Transparece nas suas crônicas quanto ela estudou, trabalhou, viajou, sempre registrando as impressões e informações de locais e acontecimentos. Seus escritos comprovam a força não apenas dela, mas de muitas mulheres suas contemporâneas.

Ela é do tempo em que o feminino era identificado como “sexo frágil”. Que ironia!!!! Ela e as mulheres que ela retrata nesse livro estão muito distantes desse estereótipo e construíram suas histórias e as de suas famílias com firmeza e destemor, trilhando caminhos próprios, construindo trajetórias reconhecidamente importantes. Não é à toa que ela vem sendo homenageada como personalidade que exerceu influência em diversos setores das atividades da nossa cidade.  A história hoje se mostra atenta a tudo o que foi e é construído pelas mãos, corações e intelectos femininos. D. Coraci é uma dessas personalidades que será imortalizada pela história, pois ela tem atuado decisivamente no campo educacional e cultural de Paracatu, e preparado um rico legado que vai deixar para a posteridade.

Esse livro é parte desse legado e sua leitura vai permitir aos jovens o contato, mesmo que indireto, com um tempo que teimava em submeter mulheres, que por sua vez, dentro das atividades em que eram admitidas, como o campo da educação e da enfermagem - do qual temos aqui também uma representante cuja força não se dissipou ao longo dos seus 101 anos - mansamente subvertiam a ordem, se impunham, se faziam respeitar, assumiam papéis maiores do que os a elas destinados. Essas mulheres construíram o futuro que hoje vivemos. Se hoje votamos, se temos liberdade profissional e sexual, se estamos inseridas no mercado de trabalho, devemos agradecer às mães, professoras e cuidadoras que lapidaram as pedras brutas e as transformaram em pedras preciosas.

A Academia de Letras do Noroeste de Minas agradece a d. Coraci por todo o empenho com que ela se dedicou a dirigi-la. Seus membros reconhecem na senhora a eterna liderança e por isso a agraciaram com o título de Presidente de Honra. Para nós realmente é uma honra pertencer ao mesmo quadro de acadêmicos que a senhora. A senhora nobilitou essa instituição e a transformou nessa referência que ela hoje é. Ocupando o cargo que a senhora por tantos anos exerceu, sinto na pele as dificuldades e desafios que teve que enfrentar. Peço que me transmita um pouco dessa força para que eu leve a cabo meu mandato e mantenha a Academia Viva e participativa. Aproveito para saudar nossos três novos membros. O confrade Isaías, e as confreiras Maria Célia e Eleusa. Sejam bem-vindos ao nosso meio.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

CORACI NEIVA BATISTA LANÇA NOVO LIVRO

A ACADEMIA DE LETRAS DO NOROESTE DE MINAS convida a todos os amantes da literatura para o lançamento de mais um livro da escritora Coraci da Silva Neiva Batista. Não perca!


SAUDAÇÃO DE ZEQUINHA A CORACI


Maria José Gonçalves - Zequinha

Por ser pessoa conhecida, aplaudida e admirada no âmbito da educação, arte e cultura de Paracatu, a Dona Coraci dispensa uma apresentação detalhada da sua pessoa. Aliás, a sua biografia completa consta do recém-lançado livro Memória cultural (2017) de autoria do nosso laureado e querido escritor Antônio de Oliveira Mello, guardião da nossa história.

Quem não conhece Vivências e contrastes (2002) e Voando com o coração (2012), da lavra dessa autora, precisa apreciar a beleza dos textos que ela nos oferece: páginas mensageiras de alegria, otimismo, fé, amor e consideração pela natureza e pelos semelhantes.

Além de registrar a biografia no seu livro, a crítica sincera e favorável de Mello a respeito de Vivências e contrastes assinala: “é uma poesia em prosa, onde filosofa, onde recorda, onde conceitua, onde ensina, onde demonstra tanta coisa bela” ...

Ao prefaciar Voando com o coração, Florival de Assis Ferreira conclui que “só pode vislumbrar o jardim que floresceu à beira do caminho da autora e conhecer o imenso valor do tesouro por ela recolhido e distribuído quem aprender a voar com o coração.”

Tive o prazer e o cuidado de selecionar, a pedido dessa companheira e confidente, discursos, crônicas, prefácios e mensagens para compor o seu terceiro livro: uma promessa de mais beleza, discernimento, filosofia e temas memorialistas sobre a cidade, a família e pedaços da história da Academia de Letras do Noroeste de Minas que ela quer repartir com os apreciadores das boas leituras. Não encontraremos no conteúdo do livro a ordem cronológica dos acontecimentos. Suas Reminiscências “vêm em ondas, como o mar” e a escritora nos esclarece: “Escrevo o que sinto, para eternizar este momento transitório da minha existência.”

Testemunha que sou do seu esforço e determinação para concluir, a tempo, mais um trabalho que reúne notas preciosas dos fatos da cidade e que se dissolveram na névoa do esquecimento, parabenizo essa escritora pela persistência e força de realizar mais um sonho: Reminiscências, para acalentar o coração e embalar saudades.

Estou a lembrar-me que os filhos da Coraci, há seis anos, promoveram uma linda festa de aniversário para ela. Sirvo-me deste espaço, generosamente concedido a mim, para reiterar aquela saudação que continua viva e verdadeira sobre a nossa amizade e trabalhos compartilhados na Academia de Letras. É a minha homenagem para essa pessoa especial que sabe ensinar o sentido da alegria, aceitação, tolerância e perdão.